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terça-feira, 21 de junho de 2011

Meu Preço


Não sou eu quem me corrompe,
mas a vida.
O ideal inatingível, o sofrimento insuportável
não sofri.
Talvez o inimaginável (imaginável sentimento)
seja meu preço.
Pequena quantia vultosa de uma soma
que ainda não vi.
Tentáculos pegajosos gigantes
saem de meus poros e sufocam meu ser.
Acho que vou estourar!
Parece que posso explodir...
Medusas oníricas povoam meus sonhos.
Morfeu intercede,
intercepta e decepa todas as cabeças.
A paisagem muda. Edênica, agora,
transcende ao manto diáfano do tormento.
Mostra-me um horizonte sem fim,
um firmamento que não escolhi.
O sono profundo me deixa em paz.
Sinto o cheiro da paz,
O gosto da paz,
mas não vejo a cara da paz.
Quando tento envolver-me nela,
não consigo.
Paz e conflito, vida e morte.
Quem me traz? Quem eu sigo?


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