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segunda-feira, 6 de junho de 2011

O soneto que não escrevi


Se o sol dormisse mais um pouco,
Se a lua brilhasse outro tanto,
Se as incontáveis estrelas pipocassem ainda mais,
Cintilando o negro, realçando o infinito tempo,

Se a música não parasse de tocar
E os passos da dança
Acompanhados pela telepatia do amor
Exalassem dos nossos poros o mesmo cheiro

Fazendo-nos sentir um só desejo, um só sabor,
Se somente assim
Eu pudesse confessar o que senti...

Prefiro apagar a realidade.
Prefiro amargar a eternidade,
Sonhando aquele momento que vivi.

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