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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Simplesmente amor


Fica bobo quem quer
Com o que se chama amor
Pois amor nada mais é
Que se doar sem sentir dor

Amor é um sentimento profundo
Com mil facetas distintas
Ama-se o nada, o tudo
Ama-se a morte, a vida

Ama-se o tempo difuso
Fagulhas de uma sina
Amam-se fogueiras em chispas
Que queimam e abrem feridas.

Mas como o desamor
Que brota dessas feridas
Pode guiar-nos em desatino
Nos descaminhos da vida?

É que não se tem desamor
Não se tem desatino
Só se tem uma lanterna
Para iluminar nosso istmo.


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